Mãe

Dia das mães nada mais é do que uma data comercial, ouvi outro dia um amigo dizer. É verdade. Mas como hoje em dia nossas vidas são tão corridas, concordo que tenhamos um dia específico pra comemorar, embora eu mesma, há alguns anos não tenha passado o dia das mães com a minha mãe.

Claro que sinto muitas saudades de ficar a madrugada toda acordada, assistindo o programa do Amaury Jr, vendo lugares lindos e imaginando viagens maravilhosas (que claro, um dia ainda faremos),  assistindo seriados como Cold Case, CSI, Without a Trace e até o Prision Break que ela adora (quem iria imaginar), e depois várias discussões a respeito dos temas abordados, várias histórias que ela me contou, mostrando que nem tudo na ficção é só ficção. Longuíssimas noites em claro. Depois eu não tenho a quem puxar por acordar super mega ultra tarde!

Dizem que a gente só reconhece nossas mães quando nos tornamos uma, mas isso não é totalmente verdade. Já tomei conta de filhos de amigas e deu pra ter uma noção razoavelmente boa do que é isso. É uma tremenda responsabilidade criar alguém, ter que zelar pela saúde, cuidar pra não deixar cair no chão (isso acontece e muito, nossa!), educar (que é o principal), alimentar… são tantas coisas, que eu mesma acho que junto com o trabalho, iria enlouquecer.

Me lembro de vários arranca-rabos que já tive com minha mãe, muitas vezes por opiniões divergentes (que sempre tivemos), mas eu sempre pedi a ela que confiasse na educação que ela tinha me dado, porque se sou quem eu sou hoje, posso não ser rica, mas tenho caráter, é graças a isso.

Outra coisa que me vem à cabeça eram as noites que eu passava chorando, sempre que eu via um filme em que a mãe de alguém morria. Nossa, eu sempre fui muito chorona, mas nesses casos eu sempre sou pior. Não consigo imaginar minha vida sem ela. Tá certo que a gente sempre acaba discutindo por alguma coisa, ela me deixa maluca, me enche de cabelos brancos, mas mesmo assim eu a amo incondicionalmente. Eu não sou perfeita e nem ela é, mas fomos feitas mãe e filha nessa vida por algum motivo e eu espero que nas próximas seja da mesma forma, pra toda a eternidade.

Sei que é dificíl você ler isso porque eu já tentei milhões de vezes explicar como faz pra conectar na internet, mas fica registrado pra sempre nesse mundo virtual louco:

Mãe, te amo!

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Términos

Uma amiga minha me contou que ela e o namorado terminaram. Eles faziam um casal tão lindo, os dois combinavam nos gostos, no jeito… fiquei triste.

Primeiro: hoje em dia é muito difícil achar alguém que preste e que goste de você de verdade. Convenhamos que depois de um tempo você tem como perceber isso, nós às vezes fingimos que não vemos as coisas, simples assim.

Segundo: a gente sempre faz vários planos, imagina várias coisas e é muito difícil pensar que nada daquilo vai ser realizado.

A gente encontra um cara super fofo, carinhoso, que te a gente trata do jeito que sempre quis, é inteligente, educado, tem caráter, é gostosinho, acha que ela tem tudo a ver com a gente, passa por toda aquela expectativa de esperar se ele vai ligar, se vai pedir em namoro… e tudo isso, tendo que aguardar pacientemente pra não dar pinta que está caidinha pelo cara.

Se foi bom, por que não demonstrar que quer dar continuidade?  O tempo vai dizer se vira namoro ou se fica só numa amizade colorida, ué! Não significa que você já quer casar. Que mania feia essa dos homens! Enfim, a gente passa por um monte de perrengue até tudo ficar nos eixos e depois acontece uma coisa boba que faz tudo terminar.

Ter que pensar em começar tudo de novo, tem coisas que você só consegue com o tempo: a intimidade, a confiança, a cumplicidade… etc… E pensar no será que vai ser bom, será que vai ser ruim? São muitas coisas pra pensar… Chega a cansar!

Decidi que é melhor não pensar, um amigo achou genial. Mas acabei de me lembrar da minha mãe dizendo que quando a cabeça não pensa, o corpo padece.

Eu já acho que é o coração que padece, sempre.